Biografia

Léo Rocha - Biografia!

Trazendo do fundo do Baú, no apartamento no conjunto dos Bandeirantes Rio de Janeiro, gravações feitas com seu Pai Uaracy Rocha de Oliveira, a música Coisinha do Pai, gravada no aparelho 3 em 1 que tinham em casa ouve-se aquela voz de criança com mais ou menos 3 anos cantando assim "Você vale ouro, todo meu tesouro, tão formosa da cabeça aos pés... O coisinha tão bonitinha do Pai, o coisinha tão bonitinha do Pai". Não sabemos se foi exatamente nesse momento, ou mais tarde um pouco lá em meados dos anos 80 quando ainda tinha seus 5 anos de idade, recorda outra gravação feita num toca fitas daqueles "bemmmmm antigos" com sua Prima Mary Karla na casa da Tia Lucy em São Gonçalo Niterói, da música "Você não soube me amar - Blitz" que além de cantar, interpretava como um teatro (risos). Daí em diante a semente foi plantada e germinou pouco a pouco.

Ao contrário de muitos cantores, Léo Rocha começou profissionalmente a cantar com 20 anos de idade. Quando chegou de mudança para a pequena cidade de Candói no Paraná, conheceu os amigos de colégio, Vlade e Antônio, dois irmãos de uma família maravilhosa que acolheu Léo Rocha como um dos seus filhos. No colégio a coisa mais legal eram os intervalos de aula, onde Vlade levava o violão e cantava ali dentro da sala mesmo. Um pouco acanhado, Léo Rocha não abria a boca para falar, pois todos os colegas riam do seu sotaque Carioca misturado com Capixaba e era uma risada só. Um belo dia pediram uma música para Vlade que ele não sabia cantar somente tocar no violão, nessa hora Léo Rocha (sem vergonha rs) disse que conhecia a letra de uma música do Guns N' Roses - Patience, Vlade falou então pode cantar. Foram várias músicas, vários intervalos de aula cantando, varios encontros com amigos em festas e bares, várias participações "especiais" no grupo Os Pias do Fandango em bailes pelo interior do Candói, até que decidiram montar realmente a o grupo musical Os Pias do Fandango, grupo Gaúcho, onde Léo Rocha era Vocalista e Baterista da banda.

O Grupo Musical Os Pias do Fandango foi permanecendo por muitos anos, até que surgiu a Referência 3 sonorização. Da Referência 3 sonorização, passou para Referência 3 o som do barzinho, onde os 3 tocavam e cantavam em bares, música ao vivo com violões e 3 vozes.

Léo Rocha mudou-se para Pato Branco no Paraná e conseguiu contatos para se apresentarem na cidade em uma casa que se chamava Bauhaus. Cantaram musica popular e pop rock na festa do site Mulheres de Pato do seu amigo Fábio Scabeni, mas antes de iniciarem o show, na passagem de som no início da noite fizeram várias músicas sertanejas, o que despertou o interesse do Bruno, contratante, em fazer uma noite sertaneja, pois na região não haviam nem duplas muito menos bandas que tocassem somente o estilo sertanejo. Foi então que Léo, Vlade e Antônio conversaram e resolveram cair na estrada como Banda de Country e Sertanejo.

Sua trajetória no universo da Música Sertaneja a aproximadamente 6 anos, foi muito interessante pois os amigos Vlade, Antonio e Léo resolveram fazer um som diferenciado, mesclando a Música Sertaneja com pitadas de MPB, Música Gaúcha e Nativista e sem faltar o Swing do Norte/Nordeste, nas suas apresentações.

O Resultado foi um som Sertanejo muito parecido com o Universitário de hoje, pois era o início do estilo, e no Sul do Brasil tornou-se uma das poucas Bandas que se atrevia a cair na estrada com esse diferencial.

Léo foi a base e identidade como voz da Banda Referencia3 por 5 anos.

Muito comunicativo em seus shows e levarando um carisma e irreverência que só Léo tem com o público, por onde passava em compania da R3 faziam vários amigos e fãs. Pessoas que adimiravam seu trabalho como Músico e a pessoa simples que sempre foi.

Infelizmente, por motivos alheios a sua vontade, a banda R3 teve seu fim, num momento difícil Léo Rocha precisava consciliar a carreira musical e o trabalho.
A carreira como vocalista da Banda R3 abriu muitas portas, pois ele era o alvo principal dos contatos no eixo Norte de Santa Catarina e Sudoeste do estado do Paraná, com isso, a vontade de continuar cantando e não abandonar seu público foi o que motivou a seguir como cantor solo nesse estilo sertanejo universitário.

Muitas dificuldades apareceram e ainda aparecem, mas facilmente as pessoas, público que era assíduo dos shows da R3, notaram que não havia acabado a magia, mas sim, foi um passo para em direção a uma carreira muito interessante. Vários amigos apoiaram e não deixaram "a peteca cair", incentivando sempre, viajando para as cidades onde Léo Rocha (agora cantor solo) fazia seus shows, foi uma faze inicial que sem o apoio de várias pessoas, poderia não ter conseguido.

Hoje com seu estilo marcante e empolgante, Léo Rocha segue seu caminho em direção ao que mais gosta de fazer, estar no palco cantando. Aquela dor no estômago ainda surge em qualquer show, dor que passa na hora que solta a voz e vê o carinho do público com o seu trabalho retribuindo a mensagem que ele passa. Seja num show com centenas, milhares ou apenas algumas pessoas o embalo é o mesmo a empolgação é a mesma, pois como "diz o poeta, o artista vai onde o povo está, por isso cantamos a qualquer hora em qualquer lugar" pelo simples e sincero prazer de estar ali.